quinta-feira, 3 de janeiro de 2019



"Amo-te como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma."

Pablo Neruda

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019


Como tem sido as marcas que você tem deixado nas pessoas com quem você convive? Seriam marcas que fariam as pessoas abrirem um sorrisinho de canto de boca? Seriam marcas que fariam as pessoas dizerem “ai ai, que saudade...” ?

Que nossas marcas sejam deleitosas para curtirmos no momento, mas também tocantes e sinceras o bastante para não serem jamais esquecidas.

- Leonardo Lopes


"A verdadeira fusão não é a de duas pessoas que se amam – é a de duas pessoas que se exploram. Eu quero explorar-te toda. Eu exijo explorar-te toda. E sem sequer direito a indemnização ou discussão. Explorar-te toda. E exijo – Deus te livre de não o fazeres – ser explorado todo. Não deixes nada por tocar, nada por sentir, nada por escravizar. Não deixes nada por viver: nada por me viver. Faz de mim o teu tudo. É isso que te ordeno. Faz de mim o teu tudo. E é tudo."

Pedro Chagas Freitas


Trocaria a memória de todos os beijos que me deste por um único beijo teu. E trocaria até esse beijo pela suspeita de uma saudade tua, de um único beijo que te dei.

Miguel Esteves Cardoso


Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.

Mario Quintana

terça-feira, 1 de janeiro de 2019


”É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço.” 

O Pequeno Píncipe


No ano passado...
Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

"Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados".

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

Mário Quintana